Pé no Freio

Pára, moça! Pensa!

Não vês adiante o sinal vermelho piscando?

Deixa falar alto a consciência,

A sensatez que continua te alertando.

 

Freia! Te segura!

Cala teu coração!

Esta vozinha traiçoeira,

Não deixe-a falar mais alto que a razão.

 

Pára! Pára! Respira!

Já não viveste suficientes decepções?

Não te deixes, outra vez, levar

Por este turbilhão de emoções.

 

Eu sei que dói,

Mas é melhor assim.

Pois evitarás a tristeza que corrói

E te protegerás, te protegerás, sim.

 

Recua, não avances.

Para que não te venha outra vez a dor

De ver teus sonhos frustrados

E desperdiçado teu amor.

 

Freia, freia teu coração com vontade.

Não reveles teus sentimentos.

Quem sabe assim, por ventura, em algum momento

Ainda tenhas chance de encontrar alguma felicidade…

 

Clara Maria Cristina Borges de Medeiros

Itaboraí, 26 de Janeiro de 2016

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Música Orgânica

Música é vida e é VIVA!

Você precisa sentí-la para que possa compreendê-la. A música tem o poder de atingir direto o coração e ela NASCE DO CORAÇÃO. Tanto, que cada batida que marca os tempos de cada compasso, é chamada pulso ou pulsação. Como as batidas do coração.

Você sabe que a música é boa quando ela te faz sentir vivo, quando sua batida está sincronizada com o pulsar do seu coração. Essa é uma experiência absolutamente peculiar e varia de pessoa para pessoa.

Eu acredito na música como o idioma das emoções, porque ela permite que você traduza pela harmonia dos sons o que você jamais conseguiria colocar em palavras. De alguma forma, a música facilita permitir que o coração fale mais alto. É puro afeto.

Até mesmo para tocar um instrumento, e aqui eu tomo o cello como exemplo, não apenas por ser o meu instrumento principal, mas também por sua própria anatomia. Você pode notar que o violoncelo é um dos instrumentos mais afetivos, considerando que, para tocá-lo, é preciso literalmente abraçá-lo, trazê-lo bem junto ao seu coração, para que ele possa soar.

A técnica é importante? Sim, mas às vezes é possível encontrar músicos extremamente preocupados em como tocar seus instrumentos com perfeição absoluta, que eles podem se esquecer completamente de como a música é viva. A música é extremamente orgânica, e por orgânica, eu quero dizer que ela precisa ter algumas imperfeições, porque, de outro modo, ela se torna estritamente mecânica e sem alma. Em outras palavras, quando a música é puramente técnica, perde a sua essência humana, o que faz com que ela seja exatamente o que é: MÚSICA!

A música muda tal como a humanidade muda, mas em um ponto, independente do que os acadêmicos digam sobre isso, ainda é uma linguagem universal, precisamente porque está profundamente ligada ao pulsar do coração.

E para provar isto, eu escolhi a canção abaixo e eu gostaria de convidá-lo, você que tomou tempo para ler este post, para fazer uma experiência. Por um breve momento, tente ignorar o seu gosto pessoal, feche os seus olhos e sinta a batida desta música. Ouça-a sentindo, e se puder, bata de leve, com os dedos, o ritmo percutido perto do seu coração. Então, após o término da música, pense sobre o que sentiu e como você se sentiu com ele

Então você perceberá o que é a música e o quão orgânica ela precisa ser, se quiser cumprir o seu propósito como arte.

 

Quando a Música Pulsa Forte

Quando a música pulsa forte,

É impossível distinguir o que é coração

Do que é marcação.

O som percorre corpo e alma

Enquanto o resto é mera distração.

 

Quando a música pulsa forte,

É difícil saber de onde vem o seu poder

Ou talvez, de tão sabida,

Sua origem seja fácil de perder.

 

E o que dizer quando acontece

Do poder da música fundir-se com o amor?

Mas, e se, talvez…

Ambos sejam tão somente a mesma coisa?

 

Porque música só é música

Se é germinada no coração

E, por amor, torna-se som

E com paixão transforma-se em canção!

 

Da mesma forma o amor,

Plantado no mesmo terreno,

E, de tão inefável,

Palavras não podem descrevê-lo

Então a música vem prontamente em seu auxílio

E lhe traduz a emoção.

 

 

 

Clara Maria Cristina Borges de Medeiros

Itaboraí, 12 de Janeiro de 2016.

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Você É o Que Você Ouve

Conforme prometido a um amigo – e promessa é dívida – segue abaixo a tradução de um texto que publiquei sobre música há alguns anos: You Are What You Listen To

Recentemente eu postei um tweet pedindo sugestões de assuntos sobre os quais eu pudesse escrever aqui no meu blog, e um amigo me sugeriu escrever sobre algo que realmente me é muito familiar: MÚSICA. Ele me disse: “Por que você não escreve sobre os efeitos da música nas pessoas?” E desde então eu tenho pensado em procurar por algumas pesquisas científicas para embasar o meu post sobre a questão. Contudo, ainda que isso desse muito crédito a este post, eu pensei uma segunda vez e percebi que fugiria um pouco da essência desde blog, que é completamente voltado a profundas reflexões sobre os sentimentos. E o que é exatamente a música, além do idioma mais preciso das emoções e da alma? E por quê falar de algo tão poderoso como a música, baseada somente em estatísticas, gráficos e dados, quando ela é capaz de mudar não apenas humores, mas até mesmo comportamentos?

Então decidi esperar um pouquinho mais por um momento mais propício e, porquê não dizer, pela canção perfeita para acompanhar essa reflexão sobre o idioma universal dos sentimentos. Oh, os acadêmicos chegariam a me odiar por falar dessa maneira sobre a música, especialmente os linguistas! Como estudante de música, eu mesma ouvi diversas vezes sobre as divergências e restrições de referir-se à música como uma linguagem universal, mas, considerando que a música tem cerca de 12 funções a mais do que a própria linguagem, então, creio que podemos considerá-la uma linguagem ainda mais completa do que nossos códigos linguísticos, não? Bom, chega de pensamentos científicos. Como eu disse anteriormente, este blog e este post são do coração e não de fontes, gráficos, dados, estatísticas, e como o próprio título sugere, é sobre a Essência.

A música é o nosso jeito de dizer tudo o que não conseguimos colocar em palavras, é o meio que a alma tem de se expressar de uma maneira mais profunda, que nenhum código consegue traduzir. E seu poder é tão grande que ela pode mudar o estilo de vida de alguém e até mesmo o modo como as pessoas encaram a vida. Eu mesma pude ver isso inúmeras vezes. E, o que as pessoas normalmente fazem quando sentem-se tristes? Ouvem música para se sentirem melhores, ou, talvez, ouvem uma música ainda mais triste para derramar todo o coração pelas lágrimas. Independente de como seja, a música está lá de alguma forma.

Você é o que você ouve. A sequência de notas, o equilíbrio entre o som e o silêncio e o modo como esse equilíbrio constrói o ritmo diz muito de quem nós somos. Porque eles expressão o que não podemos dizer com palavras. Por esta razão eu costumo dizer que quando você não conseguir palavras que traduzam a sua alma, melhor tentar uma canção. Porque a música vai expor a nossa própria essência. A música vai gritar, ecoar, tudo o que estamos realmente sentindo e levará quem quer que nos cerque ao nosso mais profundo universo, ao nosso âmago. E é simplesmente maravilhoso, impressionante, como ela pode nos unir. Se fechar seus olhos, enquanto ouve essa música, busque no mais remoto cantinho do seu coração e pergunte-se: o que sente? Então, sinta plenamente, e tente perceber o que pode ter mudado em você.

Você deve estar se perguntando porque eu escolhi esta peça para escrever este post. Acho que eu jamais poderia encontrar melhor canção para ele, já que esta obra foi tirada de um belíssimo filme sobre uma história triste e real, sobre vida, sobre morte, sobre como lidar com o luto e olhar a vida através de um novo ângulo. Sobre construir essa nova visão através das palavras e da imaginação. E aqui, a construo através das palavras e através da música.

Música não é apenas uma combinação precisa de frequências ou a forma perfeita da beleza sonora. É muito mais profunda. Porque ela é tocante. Porque ela alcança muito além do que qualquer discurso, qualquer palavra ou imagem poderia jamais alcançar. É o traço, o laço que nos mantém unidos ao Divino, ao Universo, à Perfeição de Deus. E por esse motivo devemos ser cautelosos com o que damos de alimento à nossa alma. Porque a música é realmente poderosa.

Apenas feche seus olhos e ouça. Mas ouça com seu coração, não apenas com seus ouvidos.

 

 

It’s Time for Hope

Turn Your Eyes Upon Jesus

These are rough times. For every single place on our beloved Earth. There is no peace or love for human life, or maybe there is no love for life at all, no human and no nature life. In less than two weeks, Brazil has lost one of its principal rivers in an industrial catastrophe, and France lost a hundred lives in a terrorist attack. Whomever has orchestrated both situations might have reached out their goal, I suppose.

I won’t be hypocrite. There’s no good prospections ahead. Things still will get a lot worse before they can get better. But we mustn’t be afraid. Actually it’s time for hope. It’s time to look ahead, and see what is beyond this mad world. It’s time to turn our eyes upon Jesus. He has foretold those things would happen, but that we shouldn’t be afraid of them. He has conquered the world.

It’s time to remember WHOM WE WERE CREATED TO BE. It’s time to long for the moment His kingdom shall be settled upon the Earth. Because He’s comming as the King He’s born to be. And soon, all of us, who trust His Precious Name, shall be glorified with Him.

It’s time to be brave and not to fear what is about to come in the next few years. This world must fall and pass, so the new Skies and the new Earth God has promised us can be settled for those who have choosen to look beyond and see the unseen.

We must have FAITH.

We must LOVE, as Jesus has loved us, and make the difference with our lives. UNTIL THE END. We shall suffer. We shall be persecuted. All those things will happen. But WE MUST STAND FOR THE TRUTH. And the truth is: what is now, soon will be no more.

We must have HOPE.

For what is to come, after all those things are past, is far better than any human mind could ever imagine. It will be just as perfect as it was in the very, very beginning, when the Time and Eternity were one and only thing. That is the direction we must look to. That is the path we must follow. THERE IS OUR HOPE.

I know nobody can tell for sure how will it be like, but WE MUST BELIEVE IT. So we can SEE it with our very own eyes. We must trust. This is the time for HOPE. This is the time to LOOK BEYOND, and see what God has prepared for those who dare to LOVE FOR REAL. THIS IS THE TIME FOR REDEMPTION.

We only must BE STRONG, HAVE FAITH AND LOVE.

THIS IS THE TIME FOR HOPE.

Organic Music

Music is life and it’s alive.

You have to feel it in order to understand it. The music has the power to hit straight into heart and it’s born FROM the heart. That much that every beat that keeps the time going is called pulse, just like the heartbeat.

You know the music is good when it makes you feel alive, when its beat is sicronized with your heartbeat. That’s such a very unique experience and it changes from person to person.

I believe in music as the feelings language, because it allows you to translate into sounds things you wouldn’t get to put in words. Somehow, music makes it easier to let the heart speak louder. It’s all about affection.

Even to play an instrument, and here I take the cello as an example, not only because it is my principal instrument, but also because of its own anatomy, you can notice it’s one of the most affective instruments, considering that you must literally embrace it, hold it close to your heart to play it.

Technique is important? Yes, but sometimes you can see musicians very concerned about how to play their instruments perfectly and flawlessly, that they may even forget about how alive music is. It’s very organic, and by organic I mean it HAS to have some imperfection, or so it will become strictly mechanical and soulless. In other words, when music is purely technical, it loses its human essence, that is what makes it to be exactly what it is: MUSIC!

Music changes as the mankind change, but in one matter, despite everything the academics may say about it, it’s still an universal language, precisely because music is strongly connected to the heartbeat.

And to proof it,  I took this song below and I want to invite you,  who took time to read this post, to make an experience: For just a moment, try to ignore your personal taste,  close your eyes, and feel the beat of this song. Listen it feeling and, if you can, tap the percussion rythm close to your heart. Then, after the song is over, think about what and how you felt with it.

Then you’ll find out what music is and how organic it must be, if it wants to fullfill its purpose as an art.

E se eu perecer, pereci.

Tá! Eu sei que é um título meio mórbido, mas vem bem a calhar para tempos tão mórbidos. É eu sei que soa meio pessimista, mas não adianta tentar enxergar a realidade com um par de lentes cor-de-rosa porque ela não vai ficar mais colorida só porque você quer vê-la assim.

A frase do título foi proferida pela mulher que mais admiro em todos os tempos: Hadassa. Ou, se preferir, a Rainha Ester.

Vou tentar resumir a história para quem não conhece tentar entender um pouco. Ela foi uma mulher judia que participou acho que do primeiro concurso de beleza da História da humanidade. É SÉRIO! Em um tempo onde as mulheres eram exibidas como troféus, o imperador da Media e da Pérsia, solicitou que sua rainha se apresentasse aos seus convidados em um banquete. Vasti, que não era boba nem nada, decidiu preservar-se, mas isso não foi muito bem recebido pela sociedade machista da época (é, nesse ponto eu tenho que concordar com as feministas que foi um tremendo machismo Vasti ser punida por querer se preservar). Como castigo, deixou de ser rainha. E lógico, como os homens nunca conseguem ficar sozinhos, Assuero, ou Xerxes, logo tratou de procurar por uma nova rainha, e promoveu um enorme concurso de beleza para escolher a mulher mais bela de todo o reino. E calhou de ser uma judia.

Por que decidi escrever sobre isso? Eu estava apenas refletindo sobre os fatos da era contemporânea…

Ora, esse mundo já viu guerras incontáveis, e agora já tem mais uma explodindo por aí. Todas as nações se voltam contra judeus e cristãos, e contra qualquer pessoa que ainda tenha o mínimo de bom senso, simplesmente porque estamos despertos o bastante para perceber que há algo muito errado acontecendo por aí e que o cenário não é tão colorido assim como tentam nos pintar. Pelo contrário, é ainda mais cinzento… quase negro.

O que essa menina judia que virou rainha tem a ver com isso? Bom, ela teve um papel fundamental na História de seu povo, assim como cada um de nós temos um papel fundamental na História de toda a humanidade. Mas assim como existia uma sentença para quem ousasse se apresentar ao rei sem ser convidado naquela época, a mesma sentença existe hoje para quem ousa contrariar o sistema. A mesma sentença existe para quem decide optar por uma estrada diferente. A mesma sentença ainda existe para quem ousa manter-se íntegro. A sentença de morte.

Meio pesado isso, né?

Mas é verdade.

Mesmo que não seja morte física, como era na antiguidade, hoje temos inúmeros tipos de morte, às vezes até piores do que a morte física, que pelo andar da carruagem, já anda me parecendo até uma amiga para aqueles que sabem o que está por vir. Não, eu não quero morrer, antes que alguém pense asneira! Não é isso… Mas aqueles que partem, os que partem em paz, é importante ressaltar, mesmo que tenham sido martirizados, partem em paz, pois sabem que o seu galardão os espera, são mais felizes do que os que ficam…

Por que essa frase? Se eu perecer, pereci.

Estamos vivendo tempos em que, se queremos que algo bom aconteça, nós mesmos precisamos arregaçar as nossas mangas e fazê-lo. As leis que estão sendo implantadas não são e jamais serão feitas a favor do povo, ou de quem quer que seja, além daqueles que, com sede de sangue, desejam governar sobre a Terra. E mesmo assim, a sentença para quem intenta fazer o bem, é a morte. Perto dessa morte, a morte física é irrisória. Acho que a pior morte é a de nos isolarmos uns dos outros, é a morte da nossa Essência. A morte de quem NASCEMOS PARA SER. Todos nós nascemos para sermos imortais, mas somente alguns poucos conseguem enxergar o Caminho a ser seguido para alcançar a Vida Eterna. E os que aceitam esses óculos de lentes cor-de-rosa, se riem dos que optaram por enxergar a realidade como ela é.

Quando se morre na Essência, morre-se em todo o resto.

Por causa da inveja do primeiro-ministro, e da revolta por não ter o seu Ego inflado por um judeu, todo o povo judeu na época de Ester foi condenado à morte. TODO O POVO. Assim como foi condenado à morte no Holocausto da Segunda Guerra e assim como está sendo condenado HOJE por uma mídia vendida e manipulada. E quem se posiciona a favor do povo judeu, ou a favor de qualquer conceito rotulado de “conservador” pela mídia e pelos formadores de opinião, também é sentenciado à morte. À morte social. É colocado à margem, é deixado de lado, é escarnecido, zombado… Sofre processos… Não interessa se intentava fazer o bem. Seu modo de pensar é suficiente para condená-lo à morte social. Por que se recusa a alimentar o Ego da humanidade. E se pensam que pára por aí, enganam-se. Para manter-se íntegro, será preciso ter a coragem de uma rainha (na verdade esse post é muito mais pra mim do que pra quem quer que leia isso…)

É preciso coragem.

Coragem para não acomodar-se no esplendor do palácio da zona de conforto. Coragem para encarar os preconceitos por ser fiel a si mesmo e ao que escolheu acreditar. Coragem para não se deixar abater com as consequências momentáneas de sua escolha, porque tudo o que existe aqui é momentâneo. Passa como um sopro. Coragem para entrar na presença do rei, ou dos reis e rainhas que nos cercam, as pessoas com quem lidamos no nosso dia a dia, e convidá-los ao Banquete da Vida. Convidá-los ao Banquete que abrirá os seus olhos para o que acontece bem debaixo dos seus narizes e que não conseguem enxergar porque ainda estão com esses óculos que lhes turvam a visão e lhes distorcem os fatos. Coragem para apresentar-se a eles, mesmo sabendo que a sentença é a morte social, e mesmo assim dizer:

Se perecer, pereci.

Eu até poderia terminar o texto aqui, mas não é assim que a história termina! Não! A bela rainha acha graça aos olhos do rei e consegue (SIM! ELA CONSEGUE!), convidar a ele e ao primeiro-ministro invejoso para um banquete em seu palácio, onde lá, ela revela ao rei que o traíra do primeiro ministro tinha forjado uma lei para matá-la e com ela todo o seu povo. Ah mas que cena gloriosa deve ter sido o primeiro-ministro implorando o perdão da rainha e o rei, ao dar de cara com aquela cena humilhante (para o primeiro-ministro, claro) interpretá-la como se ele estivesse tentando se aproveitar dela! Ai como eu queria ser uma borboletinha para farfalhar minhas asas naquele jardim e ver de perto a cara de espanto daquele homem ao ser condenado a morrer na mesma forca que tinha preparado para o tio de Ester. Não fico feliz que ele tenha sido condenado à morte, mesmo que tenha feito por merecer, eu preferiria que tivesse se arrependido, mas como eu disse, a realidade não é como gostaríamos de enxergá-la. Mas eu fico feliz que houve a chance de defesa.

Muitas pessoas morreram por causa daquela lei, de ambos os lados, mas a chance de defesa sempre traz a esperança do arrependimento. A chance de defesa, sempre traz a esperança da reconciliação, e por esse motivo:

Ainda que eu pereça, VIVEREI.

A Porta Estreita

Eu escolhi um Caminho difícil de se seguir… deve ser por causa dessa tendência natural que tenho de gostar de coisas difíceis. Escolhi acreditar e confessar Jesus Cristo como meu Senhor e meu Salvador. Escolhi andar na contramão do sistema, escolhi ser diferente e tentar fazer diferença por onde passo. Escolhi abdicar de alguns prazeres momentâneos em prol de um bem maior e Eterno… Escolhi olhar um pouco mais adiante, um pouco além desse universo que rapidamente se decompõe, e cada dia mais rápido.

Eu escolhi tentar fazer o que é certo ainda que todos à minha volta insistam que estou errando… Escolhi respeitar a Vida, escolhi respeitar meu Semelhante, escolhi tentar ter misericórdia e paciência mesmo quando meus interesses são subjugados. Eu escolhi ser louca em um mundo onde a sanidade consegue ser ainda mais insana do que a minha própria loucura!

Sim, porque somente um Louco é capaz de entender e abrir o coração para o Amor de Deus. Somente sendo completamente louco para conseguir compreender o que está além da compreensão humana. Somente sendo louco para ESCOLHER ter um RELACIONAMENTO PESSOAL com Alguém que não se pode ver, mas que está em toda parte, que controla cada cantinho de todas as dimensões existentes, que se manifesta em toda a natureza, e governa sobre o que conhecemos e o que não conhecemos.

É preciso ser mais do que louco para entender que, mesmo com toda essa Soberania, mesmo com toda essa Inteligência, mesmo com toda essa Majestade, Ele ainda assim ESCOLHEU nos amar. Ele ainda assim ESCOLHEU se entregar por nós, Cristo ainda assim ESCOLHEU nos ensinar como nos RELACIONARMOS com ELE e entre nós mesmos.

Eu escolhi a Eternidade.

Mas o caminho para se chegar a ela é bem mais pedregoso do que se sugere. O Caminho é estreito demais, e é inevitável trilhá-lo sem se machucar. É impossível trilhá-lo com uma bagagem que será inútil no lugar para onde esse Caminho nos conduz. Porque as nossas vontades mesquinhas não passam por essa Porta. Nosso egoísmo, nossa vaidade, todas essas distorções da Verdade são grandes demais para tão pequenos espaços, mas sempre insistimos em carregá-los e por isso nos ferimos. Nesse Caminho, se você leva algo além do seu Coração, com certeza você não consegue passar. O Ego não passa por essa Porta. É preciso reconhecer a nossa pequenez, para que possamos passar.

Em alguns momentos essa ESCOLHA dói, sabe?… Dói, porque muitas vezes gostamos de pessoas que preferem seguir outras direções, dói porque a possibilidade de não encontrar nossos amados no destino final é por demais angustiante, dói porque é um Caminho que SÓ VOCÊ PODE DECIDIR SE QUER OU NÃO SEGUIR. Você pode e DEVE compartilhá-lo com TODOS à sua volta, mas você NÃO PODE ESCOLHER por eles. É uma decisão pessoal. Pessoal como um RELACIONAMENTO. Pessoal como o próprio AMOR.

Não se pode ter um relacionamento com alguém a quem não se ama. Pode-se ser cordial, ser respeitoso, mas NUNCA haverá um RELACIONAMENTO. Da mesma forma é a FÉ. Tanto a FÉ quanto o AMOR são ESCOLHAS, são DECISÕES.

Decisões que são tomadas pelo resto da vida e para além dela.

Eu escolhi passar por essa Porta Estreita, onde só se passa UM POR VEZ… Mas se querem saber, há muitos, MUITOS DE VOCÊS QUE EU QUERO/QUERIA LEVAR COMIGO. HÁ MUITOS DE VOCÊS POR QUEM EU TENHO UM CARINHO TÃO IMENSO E INEFÁVEL, E EU QUERIA MUITO PODER DIZER: VEJO VOCÊS NA ETERNIDADE. Porque o tempo está se esvaindo, muito, muito fugaz. E logo, o que é agora, em breve já não será mais.

EU QUERO MUITO PODER DIZER: VEJO VOCÊS NA ETERNIDADE. MAS ESSA ESCOLHA EU NÃO POSSO FAZER POR VOCÊS. EU POSSO AMÁ-LOS, COM O MESMO AMOR QUE FUI AMADA. POSSO TENTAR ADVERTÍ-LOS AINDA QUE O MEU MODO NÃO SEJA DOS MAIS AGRADÁVEIS, MAS QUERO QUE SAIBAM SEMPRE, É TUDO POR AMOR. MAS ESSA ESCOLHA EU NÃO POSSO FAZER POR VOCÊS… E ISSO ME DÓI.

Talvez seja essa a parte mais estreita do Caminho… e também a mais penosa…

Deve ser porque A Porta está logo ali adiante… Tão perto que já consigo vê-la.

E eu quero muito que, após atravessá-la, eu possa dizer: QUE BOM QUE ESTÃO AQUI COMIGO. QUE BOM QUE ESTÃO NA ETERNIDADE COMIGO.

A Cultura da Solidão

“É impossível ser feliz sozinho.” – Wave, Tom Jobim

Ultimamente tenho percebido muitos posts que dizem que antes de você ser feliz com alguém, você precisa ser feliz sozinho, e se ninguém vier, está tudo bem. Ok, entendo o raciocínio de que antes de estar com alguém, precisamos estar bem conosco mesmos. Esse é o princípio do amar ao próximo como a si mesmo.

MAS…

Como sempre tem um mas em tudo, esses dias eu andei analisando essa onda de que todo o amor do mundo tem de ser voltado para nós mesmos, sempre eu, eu, EU, EU SOZINHO… Ninguém percebeu que tem alguma coisa errada nisso aí não?

No post anterior, em resposta a um artigo sobre a dependência emocional, eu abordei a questão de como ela tem sido utilizada como ferramenta para incutir na consciência das pessoas que qualquer tipo de afeição mais duradoura que se possa ter por alguém gera pretexto para que ela entre em cena obrigando as pessoas a mergulharem numa independência ilusória, que não condiz com a real essência humana, afinal, o homem foi feito com o objetivo primordial de RELACIONAR-SE. Primeiro, relacionar-se com o Eterno. Quando o Criador percebeu que o homem estava, se sentia só, criou a mulher para ser companheira, ou seja, para se relacionar com seu semelhante.

E agora eu pergunto, mais uma vez: Quantos relacionamentos na sociedade contemporânea têm alguma perspectiva de serem duradouros? Quantos de nós estamos dispostos a nos doar em prol de um relacionamento, em prol de alguém, a fim de que esse relacionamento seja frutífero e perene?

Um dos meus autores prediletos, C.S.Lewis em seu livro Cartas de Um Diabo ao Seu Aprendiz observa que as pessoas se relacionam pelos motivos errados e se casam por razões equivocadas e, justamente quando o Amor deveria entrar em cena, elas se separam porque o encanto acabou. Sim, há uma enorme diferença entre o encanto de estar apaixonado e o Amor que faz com que um relacionamento dure a vida inteira.

O que isso tem a ver com o título do post?

Ora, só para refrescar um pouco a memória, uma das maiores questões abordadas atualmente é sobre como estamos cada vez mais conectados e cada vez mais distantes. Sim, ao ponto de mãe e filha, morando na mesma casa, se comunicarem basicamente só pela internet do celular. Não tem uma semana que este caso foi relatado na televisão. Eu vejo amigos, muitos amigos, postando textos lindos falando sobre o amor próprio, sobre ser feliz consigo mesmo… Alguns eu sei que foram meio que indiretas, porque eu confesso, volta e meia eu reclamo um bocado da solidão… Tá… eu reclamo MUITO da solidão… Mas nesse momento, eu compreendo que a minha condição me é muito mais favorável do que eu poderia supor. Eu convivo bem comigo mesma, afinal, sou única do jeito que sou, virtudes e defeitos, mas o fato de eu estar sozinha, pelo menos nesse momento, me proporciona uma visão mais clara de tudo o que acontece, e uma consciência ainda maior de como a solidão nos é IMPOSTA. No meu caso, estar sozinha é uma opção, porque não vou desperdiçar meu tempo com relacionamentos que eu sei que serão infrutíferos, mas isso em momento algum me privou da minha capacidade de amar, e se possível, ainda aprender a amar incondicionalmente. Não do jeito que Jesus me amou… ainda estou longe de alcançar esse patamar de perfeição, mas eu tento. Não posso dizer que consigo, mas tento.

Diferente disso, é o modo como somos induzidos a pensar que para ser feliz com alguém (e aqui eu incluo não apenas relacionamentos homem/mulher, mas também relacionamentos de amizades e relacionamentos familiares, cada um com seu amor característico), precisamos ser o centro da felicidade, e para encontrar essa “felicidade” precisamos nos afastar, principalmente emocionalmente, das pessoas ao nosso redor, das pessoas que nos querem bem. E assim, cada vez mais isolados em nossas ilhas de busca de si mesmo, nos afastamos da nossa essência que é nos relacionar com o outro. Até porque, podemos aprender muito sobre nós mesmos com o outro. Verdades que machucam, virtudes que jamais saberíamos reconhecer em nós mesmos… Precisamos voltar a aprender a olhar nos olhos, a investir tempo em longas conversas no fim de tarde, seja no portão de casa, à beira do mar ou à volta da mesa… Precisamos reconectar nossas almas, nossos sonhos, nossos pensamentos e opiniões, por mais divergentes que sejam. Precisamos voltar a sentir.

Quando cedemos à ilusão de acharmos que para fazer alguém feliz, precisamos nos afastar emocionalmente dessa pessoa, ficamos mais vulneráveis. E, vulneráveis, sucumbimos a toda e qualquer imitação de relacionamento que nos é imposta, sem questionar, porque estamos tão desesperados e perdidos no centro da nossa solidão, que passamos a acreditar que qualquer engodo que se passe por amor é válido, por mais doentio que seja. Os relacionamentos, principalmente relacionamentos entre homens e mulheres são tão essenciais para a existência humana, que são os primeiros a serem atacados por essa e outras filosofias inúteis, tais como “ninguém é de ninguém”, “amor sem compromisso”… Isso não existe!!!!! Se essas maneiras de pensar fossem saudáveis, não teríamos tantas pessoas sofrendo de ansiedade, depressão e trocentos outros males que nos assolam porque estamos emocionalmente vulneráveis e desprotegidos.

Amor requer compromisso, e compromissos exigem sacrifícios que ferem ao nosso ego. Mas a sociedade incutiu em nossas mentes que não devemos nos sacrificar por causa alguma a não ser por nós mesmos. E com isso cometemos o maior e pior sacrifício de todos: o suicídio emocional. E eu posso garantir, essa é a pior dor que pode existir. Ainda pior do que a dor de amar.

Amar dói. E por isso é uma decisão. Impregnada de sentimento, fato, mas ainda assim uma escolha.

“Amar é ser vulnerável. Ame qualquer coisa e seu coração irá certamente ser espremido e possivelmente partido. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, não deve dá-lo a ninguém, nem mesmo a um animal. Envolva-o cuidadosamente em passatempos e pequenos confortos, evite todos os envolvimentos, feche-o com segurança no esquife ou no caixão do seu egoísmo.

Mas nesse esquife – seguro, sombrio, imóvel, sufocante – ele irá mudar. Não será quebrado, mas vai tornar-se inquebrável, impenetrável, irredimível.

A alternativa para a tragédia, ou pelo menos para o risco da tragédia é a danação. O único lugar fora do céu onde você pode manter-se perfeitamente seguro contra todos os perigos e perturbações do amor é o inferno”.

– C. S. Lewis. “Os Quatro Amores.”

Só para lembrar, quem disse que NÃO É BOM QUE O HOMEM ESTEJA SÓ, foi o próprio Criador do Universo e do homem.

A Ilusão da Independência

http://nathanqueija.com/2015/08/17/sindromedopequenoprincipe/

Eu confesso que quando li o título e as primeiras frases do artigo no link acima, eu fiquei muito indignada, senti-me ultrajada até, não apenas pelo fato de O Pequeno Príncipe ser uma das minhas obras prediletas, mas também por já ter ouvido uma pessoa, incompetente para saber sustentar um relacionamento, usar a dependência emocional como pretexto para me acusar de seus fracassos emocionais. Mas para minha felicidade, tomei tempo para reler e tentar compreender o que o autor quis dizer ao acusar o Pequeno Príncipe de ser emocionalmente dependente, e depois que compreendi seus argumentos, certamente modificou completamente a intenção deste post que se propõe ser uma resposta ao artigo. No entanto, manterei a linha de raciocínio, agora tomando como base o artigo que eu pretendia contra-argumentar.

Tomo-o, agora como base, para apresentar a causa que gerou as reflexões que ele argumenta no texto, o motivo de termos uma geração desesperada e emocionalmente doente: A Ilusão da Independência. E essa ilusão começa já no Éden, oferecida pela Serpente, que também aparece na obra mencionada. Nos primórdios nós tínhamos um relacionamento sadio, o coração do homem era preenchido naturalmente pela alegria de uma inocência que lhe era peculiar, como crianças. Até o momento em que fomos seduzidos pelo desejo de termos mais do que precisávamos e enganados pela ideia de que poderíamos conseguí-lo por nós mesmos. Achamos que não precisávamos mais do relacionamento com O Pai, e que poderíamos ser independentes. E desde então, buscamos recuperar esse vínculo que foi perdido com coisas efêmeras.

A minha revolta com o termo “dependência emocional” é em como ele é normalmente aplicado para reforçar essa ideia de independência, quando na verdade, as pessoas deveriam ser induzidas a pensarem na co-dependência, ou seja, todo ser humano precisa um do outro. Se não fosse assim, a mulher não teria sido criada para estar junto com o homem. Penso que a pior cegueira em que o homem pode estar mergulhado é a ideia de ser autossuficiente. E quando acreditamos que podemos ser e fazer tudo sozinhos, esse é o momento em que escancaramos as portas para a solidão, e com isso, nos apegamos às coisas efêmeras para preencher o vazio que inconscientemente permitimos que se apoderasse de nós.

Somos levados a acreditar que para sermos independentes não podemos e não devemos precisar de ninguém. Quando achamos que não precisamos de ninguém, nos isolamos, quando nos isolamos, a solidão nos consome, e quando somos consumidos pela solidão, tentamos desesperadamente encontrar algo que nos tire dela. Uma coisa é apreciar a solitude e usá-la a seu favor. Outra coisa, é passar muito tempo sozinho e esquecer-se de que não é bom que o homem esteja só. Infelizmente, vivemos tempos em que esquecemos completamente desse fato, e nos perdemos em relacionamentos privados de responsabilidade mútua, onde aqueles que são conscientes de sua responsabilidade para com o outro são rotulados de dependentes emocionais, porque já não sabemos mais como nos relacionarmos. Esquecemos que relacionamentos são vias de mão dupla, esquecemos que relacionamentos demandam investimento de energia, afeto, comunicação… E sempre damos um jeito de acusar de dependência quem investe mais, por não sermos capazes de admitir nossa incompetência em retribuir o afeto que nos é confiado.

E nesse ponto eu faço coro com o autor do artigo, que não se pode controlar a vida alheia. Contudo, existe uma diferença abissal entre cuidado e desejo de controle e, lamentavelmente, o discernimento dessa diferença parece andar bastante nebuloso nas relações hoje em dia. Anda-se tão temeroso da tal “dependência emocional”, que o menor sinal de zelo é tomado como desejo de controle. É como se tivessem borrado todos os traços que definem e dão forma aos relacionamentos, que já não se sabe mais distinguir o que é doentio do que não é, e assim, pega-se tudo e joga-se no mesmo saco, e continuamos nos isolando. Continuamos mergulhando em solidão, acreditando sermos completamente independentes, quando na verdade, a única coisa que pode nos manter vivos é a consciência de que somos seres co-dependentes e precisamos uns dos outros para sobreviver.

Ontem eu estava conversando com um amigo justamente sobre isso. Sobre como essa “cultura da independência” nos isola e nos expõe às doenças emocionais. Sobre como a anulação da família como célula matter da sociedade, nos torna vulneráveis e facilmente destruídos. E assim vivemos, nesse ciclo doentio de isolamento e busca por conforto… Se observarmos bem, não há ninguém que não sofra de algum tipo de dependência emocional. Todos nós precisamos de um porto seguro no qual possamos repousar. Mas ainda insistimos em achar que podemos ser independentes do Criador… Enquanto formos rebeldes, sempre buscaremos conforto no que jamais poderá nos confortar.

ÁGAPE

Cá estou novamente a escrever sobre meu tema predileto… Amor. Mas antes de mergulhar nessas profundezas, devo mencionar um fato curioso do qual me lembrei agora. Eu escrevo poemas desde os meus 10 anos de idade. Lembro-me que uma vez houve um concurso de poemas na escola onde eu estudava, e todos me incentivaram a participar, mas eu não me animei. O tema do concurso era justamente sobre o amor e, por incrível que pareça, naquela época eu julgava não saber escrever sobre o assunto, muito embora eu tenha essa essência romântica desde sempre…

Mas por incrível que pareça, hoje não falarei do amor romântico. Não… Perto desse Amor, o amor romântico nada mais é do que um mero reflexo superficial à flor da água, que uma pequena aragem, ou mesmo um simples sopro de brisa, é capaz de desfazer. O Amor que tentarei descrever aqui é outro…

A palavra que dá título a este texto é oriunda do grego. A tradução dela, segundo o Dicionário Aurélio possui três significados, e eu me aterei apenas ao terceiro: Vínculo que liga duas almas que se compreendem.

Tudo o que escrevo aqui, provém e tem a ver com a essência. Tal como o Amor Ágape. Esse é o Amor mais profundo que pode existir. Esse é o vínculo profundo que liga duas almas que se compreendem. Maior e mais amplo que a imensidão do céu. Esse é o Amor que é forte como a morte. É o Amor que leva a alguém a abdicar de todos os seus interesses em prol da felicidade do outro. É o Amor que fez com que Jesus Cristo entregasse a Sua vida em uma cruz em nosso lugar. Forte como a morte.

É, talvez, o amor mais poderoso que alguém possa experimentar na vida.

O Amor forte como a morte é capaz de, em prol da felicidade do outro, abdicar da sua própria. O Amor forte como a morte é capaz de matar em si mesmo seus próprios desejos para que o outro esteja bem. O Amor forte como a morte, não se importa em morrer para que o outro viva. Em todos os sentidos. O Amor forte como a morte não tem medo de sacrificar-se.

Muitas histórias românticas até trazem essa equação de amor e morte (eu sei que isso tá soando meio mórbido, mas vai ter uma reviravolta, eu prometo!), mas não da forma correta. E aqui muitos dirão: não existe fórmula correta para o amor. Para o amor romântico talvez não, mas o Amor Ágape é reconhecido de longe pelo modo sobrenatural como ele se manifesta.

Poucos, muito poucos são capazes de compreender esse Amor. E por não compreenderem, facilmente recusam-se a aceitá-lo (E aqui, refiro-me ao Amor de Cristo pela Humanidade). Talvez por isso, vivamos relacionamentos tão vazios de sentido. Facilmente rompidos, pela falta de compromisso, desgastados pelo desejo de SER feliz em vez de FAZER feliz… Eu costumo dizer que a Fé é muito mais uma questão de relacionamento do que de religião. Por esse motivo, Fé e Amor não podem de modo algum dissociar-se. Ambos caminham de mãos dadas, e um é espelho do outro nas relações humanas. O modo como você percebe as coisas sobrenaturais pela Fé vai refletir no modo como você lida com os seus vínculos com as pessoas ao seu redor e vice-versa: o seu Amor para com o próximo é um reflexo do seu Amor expresso pela sua Fé.

Onde eu pretendo chegar com isso? Simples: A Fé é a semente de Vída que só pode ser germinada pelo Amor forte como a morte. E a semente não germina se antes não morrer. A Vida não é gerada se não houver sacrifício, e o Amor não existe se não for capaz de matar em si mesmo as próprias paixões, os desejos mesquinhos e egoístas em favor da liberdade e da vida de quem se ama. Não será Amor se não souber abdicar das próprias expectativas. Não pode ser Amor, AMOR DE VERDADE, se não souber que o outro é mais importante do que si mesmo. Jamais será AMOR se não estiver disposto a sacrificar-se, e com isso gerar VIDA, e com a VIDA, felicidade.

Que sejamos capazes de refletir esse Amor que Cristo veio em carne para nos ensinar. E que a nossa vida seja o farol a brilhar esse Amor, de maneira sincera e verdadeira, leal e honesta para com todos aqueles que nos cercam. E que quando dissermos: EU TE AMO, que ele seja carregado com a pureza e legitimidade desse Amor. 

Ainda Dá Tempo de Amar

Quando o último limite moral humano cair, não haverá mais esperança para a humanidade.

Eu sei que um monte de gente vai dizer que eu estou sendo negativa, mas acho que encarar os fatos, por mais duros que sejam, ainda é melhor do que enxergar as coisas por uma lente cor-de-rosa que distorce o nosso foco e neutraliza toda e qualquer possibilidade de ação. Porque um instinto natural do ser humano é levantar-se e mudar quando algo está muito ruim. Mas quando somos levados a acreditar que tudo está bom, quem ousará mudar a situação?

Não sei quantos aqui já perceberam que hoje faz-se propaganda de seguros funerários como se fossem apartamentos, onde alguém estará pronto para começar uma nova fase de sua vida. E o que dizer dos “suplementos vitamínicos”? Quer dizer que não podemos ter uma alimentação saudável porque todas as estratégias político-econômicas esmagam o pequeno agricultor, fecham fazendas produtivas para dar lugar à indústria de alimentos, com toda a sua produção escusa, envenenada de todas as maneiras possíveis e até mesmo inimagináveis, que geneticamente eliminam todos os nutrientes dos alimentos produzidos pela terra de modo que mesmo que mantenhamos uma dieta equilibrada, a sensação nunca é de saciedade. Alguém aí já ouviu falar do CODEX ALIMENTARIUM? Não? É bom dar uma ligeira pesquisada no assunto. Mas,  voltando aos suplementos, sutilmente estamos sendo induzidos a substituir nossa alimentação por pílulas! E sabe Deus o que colocam nessas pílulas!

E quanto aos nossos relacionamentos? 
Alguém aqui já parou para refletir que o discurso politicamente correto gera mais ódio do que conciliação? Alguém aqui por um acaso sequer parou pra pensar? 

Acho difícil, porque a reflexão requer um exercício de solitude, requer momentos a sós com a própria consciência (no meu caso acho que já superei a dose saudável do tempo que passo sozinha, e isso não é bom) – e aqui chego ao cerne mais profundo de todas essas questões:

Estamos forçosamente sendo isolados uns dos outros e as circunstâncias são as mais diversas. Somos forçados à solidão quando somos bombardeados de informações distorcidas, que incitam à intolerância tão somente por pequenas divergências de opinião.  Somos forçados à solidão, porque nossos relacionamentos estão doentes, mas quem comanda o sistema nos obriga a pensar que a falta de compromisso,  principalmente nos relacionamentos amorosos, é saudável, quando na verdade os efeitos são devastadores.

Somos forçados à solidão quando chegamos a um ponto onde já não sabemos mais distinguir o nível e a qualidade dos nossos relacionamentos, porque tudo “é normal”. E, no fundo, todos nós sabemos que nem tudo é normal.  E assim somos obrigados a engolir nossas dores mais profundas para não contrariar o sistema, enquanto morremos aos poucos,  privados da plenitude da nossa essência humana. Morremos aos poucos, e às vezes sem sequer ter a consciência de que estamos morrendo, porque esse mesmo sistema que nos trata como gado,  nos obriga a usar essas lentes distorcidas de positividade em meio a um cenário nefasto e destrutivo.

Espero que mais alguém acorde enquanto ainda é tempo… As coisas que estão escritas vão acontecer, mais cedo do que se imagina, mas ainda dá tempo de espalhar carinho. Ainda dá tempo de transformar a vida de alguém. 

AINDA DÁ TEMPO DE AMAR DE VERDADE. AINDA DÁ TEMPO!

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O Maior Tesouro

O tesouro mais precioso que temos na vida são os nossos relacionamentos, e todos eles requerem um alto nível de compromisso e dedicação. Seja nos relacionamentos familiares, os de amizade ou entre casais. Cada um com suas diferentes liguagens e suas respectivas doses de amor. Mas vivemos tempos em que o sistema nos impõe prioridades insanas, onde nos vemos sempre obrigados a priorizar carreiras em vez de pessoas… e como consequencia, temos milhares de relacionamentos superficiais, vazios de significado e, pior ainda, tão passageiros quanto um piscar de olhos…

Não fomos feitos para isso..

Fomos feitos para apreciar e sermos apreciados, fomos feitos para olhares sinceros, abraços aconchegantes, palavras encorajadoras ou mesmo simples elogios por pequenas atenções.

Fomos todos feitos para amar e sermos amados. Mas com um amor que cura, não uma imitação barata de amor que mais deteriora a alma do que a eleva. O verdadeiro amor faz refletir em nossos atos todo o bem que nos compete realizar, traz à tona o melhor de nossa essência, ainda que seu curso não seja navegado sempre em meio à bonança.

O amor requer tempo investido em pessoas, não em tarefas e obrigações que desviam o nosso olhar do outro e nos mantém distantes das pessoas que amamos, ou daquelas que desejamos aprender a amar… Para se construir um amor sólido, o diálogo é essencial.

Não podemos permitir que o sistema nos transforme em autômatos sempre em busca de qualquer outra coisa que não seja outro ser humano para que cresçamos em todos os aspectos de nossa humanidade.

Que sejamos capazes de empregar nosso tempo em conhecer alguém de perto, que sejamos capazes de renunciar a alguns minutos ou horas do nosso trabalho para escutarmos alguém que precise de um ombro amigo, ou simplesmente “jogá-lo fora” em conversas agradáveis com aqules a quem buscamos conhecer… O tempo gasto com uma pessoa, jamais é um tempo gasto ou perdido.

O tempo gasto com uma pessoa,  é sempre o melhor investimento. Tanto aqui, quanto na eternidade. E quanto mais tempo investimos no outro, mais ricos somos enquanto pessoas.

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Seja Humano

Ser Humano…

Se buscarmos definições etimológicas, o que encontraremos?

Ser… Existência real e absoluta.

Humano… O gênero humano, os homens, os mortais. Que pertence ou se refere ao homem. BONDOSO, CARIDOSO, COMPASSIVO.

Ao longo de sua existência. a humanidade busca na filosofia, nas ciências sociais, nas ciências econômicas, políticas, nas ciências naturais ou em todo o tipo de conhecimento, uma verdade que a defina, sua razão de ser.

Tal busca me remete aos primórdios da Criação quando todas as coisas foram chamadas à existência, contudo nós, humanos, somos tão especiais que o Criador preferiu nos construir com Suas próprias mãos.

Sei que muitas pessoas não acreditam na existência de um SER Criador, mas como Ele mesmo se apresentou aos hebreus, ele simplesmente É. Como um verbo intransitivo, sem complementos, sem teorias que O definam, sem conclusões, tradições, dogmas, ou qualquer outra definição. Apenas É. Real e absoluto.

E vejam só! Não é que chegamos à essência de tudo?!

Podemos mudar estados, dividir átomos, alterar moléculas, mas a essência não muda; portanto, ainda que suas características se apresentem de modos diferentes, o que é não deixa de ser aquilo que sempre foi: A água não deixa de ser água apenas porque se encontra suspensa em forma de vapor, tampouco por se erguer sólida como uma fortaleza de gelo. Ainda que não corra serenamente como um rio, nem por isso deixa de ser água.

Da mesma forma o ser humano. Somos bombardeados constantemente com estudos científicos deturpados, temos nossas ondas cerebrais brutalmente modificadas, todo o nosso sistema biológico, psicológico e cognitivo sofrendo interferências das mais variadas, que tornaram-se tão comuns que ninguém mais consegue diferenciar o que é essencial do que não é. Nos perdemos de tudo o que nos torna quem somos.

Isso mesmo, QUEM somos e não O QUE somos. Não somos objetos. Somos seres viventes, tal como plantas e animais, mas o que nos difere destes é que somos seres dotados com a noção de eternidade. Não fosse por isso, por quê então o homem buscaria tanto a imortalidade? Toda a vida está em constante transformação, e nós ainda continuaremos a ser mesmo depois que este ciclo se encerrar. Porque carregamos dentro de nós o DNA Divino, o sopro da Eternidade. E mesmo que ele tenha sido contaminado por um material genético estranho, que alterou nossos processos originais, esse DNA ainda está em nós, e por essa razão há um constante conflito em nosso interior. Sofremos de uma doença congênita, transmitida geração após geração, desde o princípio da humanidade. Essa doença degenera tudo o que nascemos para ser, nos distanciando do nosso DNA matriz. Nos distanciando Daquele que É. Independente do conhecimento ou da crença humana É; e se manifestou em forma humana para nos recordar de quem SOMOS.  Nos lembrar de que SER Humano é trazer em sua essência uma extraordinária capacidade criativa, inteligente e, sobretudo, ser dotado de afeições, especialmente a compaixão.

Um belo discurso corre o mundo sobre os direito humanos, mas os humanos nada mais são além de pó quando se esquecem de SER. Associam a humanidade a tudo o que corrompe o SER. Pensa-se que ser humano é apegar-se às falhas, ou ainda pior, assumir comportamentos que são aceitos, ou deveriam ser aceitos somente entre os animais, considerando seu contexto e propósito. Engana-se quem pensa assim, porque Ser Humano é muito mais que isso.

Ser Humano é reconhecer que precisamos retornar à nossa verdadeira origem e buscar a restauração do nosso DNA. Ser humano é não se permitir ser manipulado pelas mentiras que tentam nos definir por aquilo que não somos e nos distanciam da nossa REAL ESSÊNCIA. Só se aprende a Ser Humano com o Mestre que nos ensinou que o que define a humanidade é sua capacidade de amar incondicionalmente, tal como Ele nos amou. Que nos mostrou na prática que SER HUMANO É SER BOM, CARIDOSO E COMPASSIVO, TAL COMO ELE É.

Seja Humano.

Os Ateus Perderam a Cabeça?

Artigo Brilhante!!!!!

FÉ RACIONAL

Tradução:Eliel Vieira

Questão 1:

Caro Professor Craig,

Eu sou um ateu que admira seus debates e argumentos, mas tenho observado uma tendência no meu lado da discussão sobre a qual eu gostaria de lhe perguntar.

Me parece que os ateus populares de hoje em dia, como Richard Dawkins, Daniel Dennett, Christopher Hitchens e Sam Harris, não aprensentam argumentos sólidos (ou ao menos válidos) da forma como um filósofo como você (ou um filósofo em treinamento como eu) gostaria de ver. Eu sei que estes argumentos existiam com os ateus no passado (como Mackey, Russell e Hume), mas eu não sei porque os ateus populares (ou outros ateus em geral) atualmente não empregam tal argumentação em debates recentes.

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Platônico

Nada como um bom amor não correspondido para injetar um pouco de inspiração nas veias… Este blog andava meio às traças mesmo… Eu poderia escrever esse post em inglês, como faço com todos os outros de uns anos pra cá, mas ele meio que pede para ser escrito na minha língua materna.

E pra você que lê esta postagem, alguma vez já se sentiu imensamente feliz pela felicidade de alguém por quem você jamais mediria esforços?… Eu já… E a sensação é incrivelmente maravilhosa. A menos q você caia na besteira de fazer com que essa pessoa saiba dos seus reais sentimentos… Não que seja uma besteira absurda, às vezes é necessário mesmo que digamos o que realmente sentimos, mesmo que seja apenas para desafogar o coração… Pode ser num simples bilhete, pode ser num singelo gesto de carinho… Na maioria das vezes despretensioso, sem esperar coisa alguma em troca. Pura e simplesmente porque você precisa que aquela pessoa saiba o quanto você se importa com ela…

E então você se depara com essa pessoa ao lado de outra, por quem ela não mediria esforços… E ao invés de se entristecer, você tão somente se alegra e sorri. Nada diz, nada faz… Apenas sorri. Talvez, em algum momento deixe cair uma lágrima escondida, afinal ninguém é de ferro, mas não uma lágrima de tristeza, apenas pura emoção, de ver que a pessoa a quem você quer bem está bem e isso é tudo o que importa pra você. Talvez em algum momento você se sinta um pouco envergonhado por ter se exposto… Talvez em algum momento você se sinta um pouco culpado por ter arriscado deixar transparecer algo que você sempre soube que seria muito melhor se ficasse quietinho, guardado só com você… Mas daí eu pergunto: Como manter em segredo algo que todos à sua volta já perceberam e já sabem, que salta aos olhos logo no primeiro relance, e você é o único que ainda tenta disfarçar dizendo que é apenas uma brincadeira?

Até que, chega um momento em que você percebe que o que você sente é muito mais profundo do que você mesmo poderia conceber…

Um momento em que você percebe que aquela pessoa está triste por algum motivo, e sua ternura por ela é tão imensa que é como se você quase que adivinhasse o que acontece, e uma brincadeira soa como um desabafo preso há muito e dói em seu próprio peito como um punhal rasgando seu coração de fora a fora… Por alguns instantes você se deixa levar pelo seu coração, e ignora o que você sempre soube: que aquela pessoa jamais faria parte da sua vida, por alguns segundos, você meio que perde o norte e resolve arriscar… Mas daí você se dá conta que por um momento você se enganou (ou talvez não, nunca se sabe…) e tem o veredito final das páginas dessa breve história que se desenrola no seu cotidiano…

Um final que, talvez nem sempre seja o mais agradável para aquele que está apaixonado, mas que surpreendentemente traz uma vivacidade jamais experimentada antes, uma felicidade plena, tão divina quanto a música… Que se contenta em se deixar transparecer em um suave sorriso e uma doce emoção derramada pelo cantinho dos olhos… Tão profundo… Tão imenso… E mesmo assim, tão simples…

Simples como compreender o real significado de amor…

Simples como amar. E ponto.

E, a cena, um tanto embaraçosa, que se desenrola diante de seus olhos, que em qualquer outro momento, ou para qualquer outra pessoa causaria uma imensa dor e tristeza, se transforma em uma fonte de paz e serenidade como há muito você não sentia… E, ao invés de matar, apenas fortalece a admiração que se sente pela tal pessoa, porque se comprova a integridade do caráter e a pureza da essência do alvo do seu afeto… E o sentimento, ao invés de diminuir, cresce ainda mais… E continua assim, requerendo absolutamente nada em troca. Apenas uma admiração profunda e um carinho imenso e pleno como a vida.

Enfim… E desse modo nos contentamos com a felicidade alheia como se fosse a nossa própria…

Essa gente estranha, chegada num amor platônico… Vai entender…

A Tinta de Teus Olhos

A tinta de teus olhos…

Que me inspiraram por mais tempo que tu possas imaginar,

Que me encorajaram a não desistir de quem sou,

Que me motivaram nos momentos mais difíceis…

A tinta de teus olhos…

Que sempre extraíram de mim o melhor da minha alma de artista,

Que me deixaram, às vezes, mais tímida do que de costume,

Que fizeram com que meus olhos me traíssem a cada gesto teu…

A tinta de teus olhos…

Tinta que jamais desbotará em minha memória…

Minha tinta preferida para colorir o céu,

Quando cinzento estiver…

Clara Maria Cristina Borges de Medeiros

Itaboraí, 26 de Novembro de 2014.

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Your Eyes

Your precious blue eyes

Gemstones I love the most in this earth…

That those silly eyes of mine

Just can’t help staring to…

Everytime I feel

Those eyes of yours

Looking straight into mine

It’s like a piece of heaven in earth…

Whenever you approach of me,

I feel my heart bursting

In a spark of million stars

And I just hold back my breathe

So I don’t take the risk

Of holding you tight in my arms

To never ever let you go…

Clara Maria Cristina Borges de Medeiros

Itaboraí, October 2, 2014.

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Te Quero

Por algum motivo que ainda não se definiu bem…
Por um propósito que ainda não consegui decifrar…
Te quero…

Tanto, tanto, tanto que preciso dizer,
E as palavras insistem em me escapar…
Eu te quero…

Mas como expressar isso?
Se ainda nem sei bem o q sinto?
Apenas sei que…
Te quero…

Clara Maria Cristina Borges de Medeiros
Itaboraí, 24 de Setembro de 2014

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Feed Your Soul with Kindness

And your heart with purity. We live in such a challenging world, where LOVE, FAITH and HOPE are fading away and humanity loses completely the sense of direction and the beautiful purpose of its existence.

Human relationships are all sick and not a single person seem to figure it out. Everything that hurts and destroys the fragile and sensible human soul has been taken as “normal” and “right” as the human kind sink in loneliness, unhappiness and no one can or want to find the cure. Politics, religion, wars are the only subjects that impregnates every human brain, while what’s really essential is barely remembered as the life goes by as a sigh.

When will we open up our ears, eyes and hearts to see what really matters? When will we see that being is much more important than having, that long lasting relationships are far more worthy than those kind of fast food relationships, when will we figure out that living simple and naturally is much more healthy? When will we stop rushing, giving away our energy, wasting our time in selfish yearnings, while our life passes before our eyes and we don’t even realize it…

When will we care better of our families, when will we be more loving to our parents, beginning by myself, when will we learn to be more patient, attencious, understanding… When will we learn to retreat our worse instincts and try to be more kind to each other?

When will we learn to LOVE?

Everyday we rush, everyday we’re blind to each other… everyday we die a little without fullfilling the good purpose of our lives…

I pray and hope we wake up on time to see what and who we were born to be, before it’s too late.

God bless us all.

Charles Chaplin

Out of Place/Out of Time

The world spins fast:
Out of place.
My mind slows down…
Out of time.

Taking a break to rest,
Out of time,
From this crazy town.
Out of place.

Watching people having
Fun with… a cage?!
Out of place!
Contemporary madness…
Out of time.

Where has gone the sense
Of beauty for the arts?
Out of time…
Am I the only one able
To see it in the Life’s restarts?
Out of place…

Wandering in thoughts, seeking
Some meaning to my words,
Out of place…
This awkward melody
Insists into sounding
Out of time.

And this heart of mine beating
Always in another measure,
Slower rythm
Out of time…
While the world will never
Stop spinning fast
Out of place.

Clara Maria Cristina Borges de Medeiros
Rio de Janeiro, August 21st, 2014.

Não Existe “Arte pela Arte”.

A Arte é uma necessidade humana básica que transcende as civilizações. Tudo o que sabemos hoje sobre os antigos impérios e toda sua história nos foi contado pelos artefatos e registros artísticos encontrados nos sítios arqueológicos, não por dados, números ou qualquer outro tipo de registro que conhecemos e designamos como “sérios” hoje. Porque, quem disse que arte não é algo que precise ser levado a sério?

Não existe um ser humano sequer que consiga percorrer toda a sua trajetória de vida sobre a face da Terra absolutamente sem qualquer tipo de contato com algum elemento artístico, seja ele qual for. Da tradição oral às elaboradas produções, a Arte tem um papel fundamental até mesmo na capacidade de sobrevivência. E, ainda assim, qual é a imagem que se tem do artista?

Em uma era onde tudo é “conceitual”, a Arte, infelizmente, deixou de cumprir o seu papel de evocação da essência benigna e emocional do ser humano, e tornou-se mera ferramenta de entretenimento, vazio de sentimento e significado. Sim, a arte tem sido mal utilizada não é de hoje, e há registros históricos de como a Arte também era utilizada para doutrinar politicamente e outras formas de manipulação, e tais estratégias são aplicadas até hoje, tão profunda é a ação da Arte sobre o cérebro. Diante de uma jaula cujo propósito e licença poética talvez sejam realmente levar o observador a ponderar sobre o cárcere diário que nos encerra a sociedade contemporânea, não consigo fugir à pergunta: Que diferença faz passar o dia engaiolado em um escritório e, ao final do dia, deparar-se com grades num lugar que, supostamente, deveria ampliar seus horizontes e abrir seus olhos para a beleza e as cores vivas de um outro universo?

No meu entender, a arte deixa de ser Arte quando ela não cumpre o seu papel de tocar a alma e fazer alguém sentir-se vivo pelo simples fato de emocionar-se, de se lembrar que tem um coração pulsante e que, muito mais do que cumprir uma função biológica, ele está ali porque estamos todos profundamente ligados ao universo inteiro, muito além da matéria. A arte deixa de ser Arte quando seus conceitos, a pretexto de “quebra de paradigmas, convenções” e etc, aprisiona o ser humano ao invés de despertá-lo e libertá-lo para o BEM, para o que é BOM e para o BELO. “Mas esses conceitos são completamente subjetivos”, certamente intervirá alguém, contudo, penso que basta olhar para a natureza, mesmo com toda a selvageria da luta pela sobrevivência, para entender tais conceitos a fundo.

Ser artista é justamente conduzir os olhos e ouvidos das pessoas para isso. É lembrá-las de que são parte de um Plano de Amor, que suas vidas são um presente precioso, ainda que em singelos toques de cor. O idiota que inventou o conceito de “arte pela arte” jamais compreendeu a fundo seu propósito e, pior ainda, rebaixou os artistas, os verdadeiros que dedicam horas, dias e anos estudando minuciosamente cada aspecto de seu ofício com esmero e afinco, que dedicam suas vidas a retratar toda a beleza da Coroa da Criação, o próprio ser humano, a vagabundos com ideias malucas para quem tudo é válido e qualquer coisa é permitida, que fazem arte somente por “amor à arte”.

Sinceramente, esse tipo de coisa está bem longe de ser Arte, e todo indivíduo que se comporta dessa maneira, é qualquer coisa, menos Artista, ciente do dom divino que carrega dentro de si e de sua influência sobre toda uma geração ou até mesmo sobre toda uma civilização. A verdadeira Arte é um ofício árduo, que requer tempo, dedicação e muita persistência para se conseguir que o trabalho do artista seja reconhecido como um verdadeiro ganha-pão. O público raramente tem noção das horas de estudo e ensaio que um músico despende para que um concerto possa ser realizado, por exemplo. Quem vai a uma exposição, não se dá conta de que um único quadro pode ter levado meses até ser concluído… E, por mais que todos admirem a arte, ainda desprezam o ofício como uma profissão tão séria e conceituada quanto qualquer outra…

Justamente porque alguns cabeças-de-vento acham “bonito” o conceito de arte pela arte e que “comercializá-la” é um atentado ao fazer artístico…Não deveria ser, uma vez que, para que o trabalho seja bem feito, paciência, tempo e persistência são essenciais para a sua realização.

Valorize o artista.

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Born to Love

That’s my mission as a human being.

My last post was a let it out about a subject I had to fix up with a long time friend, and after talking to him about what was bothering and hurting me, I learned another thing I already knew about love, but never got to put in practice. Love doesn’t wait anything in swap. You just love. Period. Isn’t it how GOD loves us?

It works for relationships between men and women, and, above all, it works for the whole human kind. Many may say: One thing has nothing to do with other, but I must disagree and say, yes, they both share the same essence, otherwise, the relationship between Christ and the Church wouldn’t be compared to a marriage and marriage likewise, right?

When Jesus has decided giving His Life for humanity, He knew many wouldn’t care for His Sacrfice. Still He did it anyway. Because He couldn’t help doing so. His love was above the rejection or acceptance of the ones that would know about what He has done. His Love for man kind was the reason of His life. Of His comming, and of everything he has suffered for us. He always thought we were worth it. He always thought that, despite we wishing or not to have a relationship with Him, it was worth to die so we could live.

The same works for a man/woman that loves someone and is willing to pay whatever price it takes for the happiness of the beloved person. Helping them on to be with someone else, or taking the fact that they won’t be anything else deeper than good friends, or even giving aways its own life for someone… Loving is never thinking about yourself first, but always thinking of the other and seeking for their well-being first. That’s what JESUS has done for us, and that’s what WE SHOULD DO for each others EVERYDAYS.

But, everything and everyone around us seem to say the opposite, right? Indeed… Because to the power that rules this world under God’s consent doesn’t want us to really be like Jesus. Because the power that rules this world and has blinded the human’s hearts and minds never wanted us to stay in a deep RELATIONSHIP with God. First it has worked hard to break up the relationship between God and man, and now, its working hard to destroy all human relationships, because when a human being is alone, it’s easier defeated. When a human doesn’t believe in relationships anymore, gives up trusting God’s faithful and eternal love.

Have you ever noticed how our relationships only get fragile and weak day after day? Have you ever noticed how alone people are feeling lately, and nothing seems to heal this loneliness? And day after day, in every single second we are told, all the time, that true love does not exist, that faith is something to be ashamed of… Notice what is being heavily beaten everyday: Love and Faith. The both RELATIONSHIP principles that can’t ever walk apart. Because when you love, you have faith and when you have faith, love becomes part of your own essence. That’s how it works in the spiritual kingdom. It’s not about religion. It’s about a deep relationship with the unseen. Even to serve to the evil, first you must believe it exists… And this is the faith acting for a bad choice, still a choice.

Jesus has choosen loving us. He could have refused facing the cross, He could have asked for the Heaven’s Armies to keep Him away from the Calvary, He could have done anything to not face the fate that should have been ours. Yet, He did it, because he prefered dying Himself, so we would have Life. I have choosen being jsut a friend, because my friend’s happiness is most important than mine. Another friend mine has choosen to encourage me about this friend, because to him, my happiness is most important than his own… And… What a blessed feeling is this peace that fills your soul when you decide that doing what’s right for the other, what makes the other person happy, is most important than yourself.

Do you know what happens then? You understand how huge is God’s love for humanity. You understand that LOVE, TRUE LOVE does exist, and that you CAN CHOOSE to put it in practice. You learn that this is the only way to get closer to God, and when someone brings you closer to God, you need to keep them in your life, no matter what. You finally understand the Life’s purpose.

What people doesn’t seem to understand now a days is that LOVE is not a feeling. Love is a choice. And to think for some moments I almost forgot this eternal truth…

We all were born to love. But a pure love, not this sick love that is being spreaded around the world, those lies pretending to be love, NOT AT ALL! Love never seeks its own pleasure, LOVE, never seeks its own happiness. Once again, LOVE, TRUE LOVE, always put the other first. Never ourselves and our selfish desires. This is anything but love.

I know everything here kind of sound quite cliche… After all, talking about love is such the easiest thing on earth… But LIVING IN LOVE, that’s the true secret of life, and once you learn it, your duty is never keep it to yourself, but SHARE…

Because we all were born to love.

Living in Love.