Qual é a Verdade?

A arte é a ferramenta mais poderosa que existe. Que seja, então, usada para o bem.

Projeto Veritas

O meio artístico é caracterizado pela possibilidade de transformar a fantasia em realidade, e muitas vezes, algumas pessoas perdem a noção do que é real e do que não é.

O Projeto Veritas é um blog destinado a esclarecer fatos erroneamente publicados pela mídia, seja por equívocos causados pela falta de confirmação dos fatos, seja por puro mau caratismo e má fé.

Nossa missão é mostrar que é possível sim, fazer arte com integridade e sinceridade, sem prejudicar outras pessoas, ou ainda melhor, incentivar e promover o crescimento de outros artistas, fortalecendo o exercício do nosso ofício e valorizando a cultura.

Contamos com o apoio dos nossos leitores e amigos para levarem esta mensagem adiante, porque nesses tempos onde a mentira impera, precisamos ser porta-vozes da Verdade.

Saudações Artísticas!

Clara Borges de Medeiros

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Irrevogável

“Só há amor quando a escolha é irrevogável” – Antoine de Saint-Exupèry

Eu sempre soube que esta frase teria um impacto muito profundo na minha vida, e  finalmente chegou o momento de colocá-la em prática. Em tempos de amores fluídos, de poliamores e incontáveis opções de relacionamentos, fazer uma escolha e mantê-la é quase um ato heróico.

Tudo bem que, em se tratando de relacionamentos a dois, a escolha precisa ser, impreterivelmente, mútua. Caso contrário, sua irrevogabilidade torna-se nula. É preciso que duas pessoas que, teoricamente, se gostam, escolham permanecerem juntas, independente das diferenças, das intempéries emocionais de ambos, das dificuldades e de todos os conflitos que possam surgir.

Em uma era onde qualquer coisa se autodenomina amor, fica cada vez mais difícil identificar o amor verdadeiro. Eu diria até quase que impossível, porque cada pessoa que passa pela nossa vida nos faz experimentar uma sensação diferente, desperta em nós diferentes nuances de sentimentos e emoções. Conseguir identificar qual delas é verdadeira, qual delas será duradoura é uma tarefa hercúlea!

E é aqui que entra a irrevogabilidade…

Irrevogabilidade é um traço de imutabilidade, é não voltar atrás uma vez que se toma uma decisão. E eu sempre percebi o amor como uma decisão.

Em uma sociedade onde se pode encontrar alguém por meio de um click, estar de fato com alguém é uma raridade. Centenas de relacionamentos superficiais, pessoas que entram nas nossas vidas apenas de passagem… nada que perdure…

Inconstância…

A vida é feita de incertezas, isso é um fato, o que é agora pode deixar de ser daqui a cinco minutos, mas isso não quer dizer que os relacionamentos devam ser assim também… Ou, pelo menos, eu acho que não deveriam…

Estar com alguém implica em envolver-se profundamente no universo da pessoa. É desejar conhecer cada cantinho de sua alma, é desenvolver uma cumplicidade tão profunda que se possa compreender o outro pelo olhar. Amar é desejar cultivar um relacionamento e é preciso renovar essa vontade dia após dia. Amar é escolher diariamente permanecer com a mesma pessoa, e crescer junto com ela. E e o amor só será genuíno no momento em que, uma vez tomada esta decisão, não se possa voltar atrás.

Em  uma era com milhares de opções, fazer uma escolha pode se tornar uma tortura mental. Mas, uma vez feita, de coração aberto e alma limpa, ainda que as outras opções pareçam mais interessantes, quando há amor, a decisão tomada torna-se a melhor, ainda que seja imperfeita. Até porque, o amor só é irrevogável quando é manifesto incondicionalmente.

 

INCONDICIONALMENTE!

 

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Onde Começa a Mudança

Eu não sei vocês, mas me espanta, mesmo que eu esteja consciente que não deveria, mas ainda assim me espanta, a hipocrisia que permeia todas as instâncias da humanidade, do universo dos relacionamentos entre homens e mulheres, às lideranças governamentais (no caso, estas já não são novidade alguma).

Na micro realidade, essa que vivenciamos quase que automaticamente em nosso cotidiano, vemos homens e mulheres ansiando por relacionamentos duradouros sem, no entanto, estarem dispostos a empregarem os esforços, tempo e dedicação necessários para fazer com que um relacionamento dê certo. Querem somente “a parte boa”, sem cobranças. Se esquecem que todo relacionamento, seja ele de que nível for – familiares, amizade, trabalho, amorosos -, tem suas demandas, suas cobranças naturais, requerem um compromisso. Não adianta querer “a parte boa” de um relacionamento se não estiver disposto a encarar os momentos ruins, os conflitos, que deveriam servir como ferramenta de crescimento e fortalecimento das relações… Mas acontece que, para que o conflito seja mesmo uma ferramenta de crescimento, é preciso olhar, antes de tudo para dentro de si, estar bem ciente de seus pontos fortes e fracos e estar disposto a dar tudo de si para corrigir os pontos negativos, ou talvez, munir-se deles mesmos de maneira positiva, afinal, nossos defeitos podem não ser, necessariamente, uma coisa ruim. São parte da estrutura que nos torna quem somos, e justamente por ser parte de todo um conjunto de virtudes e falhas que fazem de nós únicos. Todas as coisas são como são para um bom propósito, mesmo que a compreensão deste propósito ainda não nos seja precisamente clara.

Quem tiver paciência para ler isto aqui deve estar se perguntando o que uma coisa tem a ver com a outra? O que as relações que ocorrem sob um mesmo teto têm a ver com a realidade política? Muito, meus senhores. MUITO! Porque é tudo uma cadeia. A atitude individual vai atingir a pessoa imediatamente próxima a nós, cujas atitudes vão se expandir para as demais pessoas que nos cercam e assim por diante. Como as moléculas na física quântica.

Não adianta reclamar do governo, quando entre nós mesmos não temos atitudes éticas. Não adianta promover um discurso de inclusão e integração, quando as ações buscam um resultado diferente de uma inclusão e integração real entre PESSOAS. E com isso chegamos às correntes políticas e ideológicas que regem as ações globais nos últimos anos. Fala-se muito em unir, dialogar, integrar, valorizar culturas, e o que temos na realidade? Divisões, discussões inúteis, porque os que seguem a filosofia vigente se recusam a ouvir e ponderar um argumento diferente daquele que lhes é incutido na mente. Reclamam do capitalismo e do dinheiro, mas quando propomos valorizar o “capital humano”, para realizarmos nossos projetos, investindo nas pessoas e nas suas habilidades, imediatamente nos vemos claramente ignorados e sutilmente amordaçados, a menos que se seja corajoso e bravo o suficiente para ainda assim erguer a voz e tentar fazer-se ouvir. Culpa do chamado “elitismo”? Talvez, mas quem é a atual “elite”? Esse ser que se esconde na obscuridade do inconsciente coletivo, que manipula e implanta ideias sem que as pessoas se deem conta de que “suas” convicções podem não ser realmente suas. E curiosamente, utilizam este mesmo argumento contra aqueles que ousam nadar contra a corrente, e tentam pensar por si mesmos.

Criamos conflitos desnecessários, quando nossas opiniões divergentes deveriam servir como caminhos feitos de pontos de vistas distintos para a construção de um bem maior. Até porque, nossa visão humana da realidade é bastante limitada, às vezes o outro pode envergar algo que não conseguimos ver ainda, e muitas vezes, podemos inclusive estar dizendo exatamente a mesma coisa, apenas de maneiras diferentes. E novamente passamos pela micro realidade. Queremos só a parte boa, sem estarmos dispostos a investir a energia necessária para vencer as partes ruins e alcançar o objetivo final.

Exigimos uma mudança externa, quando ela, na verdade vem de dentro. Cansam de dizer isso, mas nunca põem em prática, o que realmente acende a minha revolta! Não digo que seremos perfeitos aqui. Até porque, a perspectiva não parece ser das melhores para os próximos anos, mas meus olhos estão fixos no que vem além dos próximos anos.

Ainda assim está difícil encontrar o link entre um assunto e outro?

Simples, meus caros: PESSOAS.

Quando investimos nas pessoas, a começar em nós, teremos a realidade que tanto almejamos alcançar. Mas para que isso realmente aconteça, precisamos entender que nossos interesses só serão satisfeitos a partir do momento em que compreendermos que o bem do outro é o nosso bem, porque quando nossos companheiros de jornada estão felizes, eles não só terão mais energia, vigor e vontade de realizar mais coisas, bem como também nos ajudarão quando nós fraquejarmos.

Quando vomitarmos o egoísmo e a hipocrisia de dentro de nós, seremos capazes de promover a mudança que tanto almejamos ver no mundo.

PESSOAS, meus amigos… PESSOAS! Elas são o segredo para a transformação das realidades, tanto a micro quanto a macro. Pois é dentro de cada um que se escondem as virtudes e as ferramentas necessárias para que a mudança aconteça. Só precisamos enxergar o que temos diante de nós:

PESSOAS.

 

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Quando o Amor Se Cala

Curiosamente, após dois meses de emoções intensas, o texto que nasce prefere esconder-se no silêncio. A inspiração que ansiava por fazer barulho e criar asas deu lugar a uma melancolia que faz do silêncio a sua voz. Pena, porque era tão cheia de luz e tão colorida…

Talvez seja isso que acontece quando o amor se cala…

Alguma coisa se apaga quando essa força descomunal e fascinante precisa ser contida por inúmeras razões. Por respeito, por necessidade, ou mesmo apenas por consciência… Pode ser muito penoso quando se precisa calar o amor dentro de si… Mas… A vida nem sempre é justa. E tampouco ela permite que as coisas sejam como queremos… Nesse caso, só nos resta aprender a dançar conforme a música.

Creio que já experimentei milhares dessas nuances, desde encantamentos que podem ser confundidos com amor, ou mesmo um amor profundo e desmedido… acho que tive a sorte de conhecer todas as facetas desse poder que move o universo, e hoje… Nessa tarde amena e silenciosa, acho que aprendi mais uma coisa sobre ele e sobre mim mesma… Aprendi que estamos no caminho certo da maturidade quando sabemos quando é a hora de calar o amor, sem necessariamente destruí-lo.

A parte mais magnífica do ser humano são as suas emoções e a consciência de cada uma delas. Conhecê-las e aprender a lidar com elas é o que nos torna superiores aos animais de um modo geral. É a consciência. E a consciência gera sabedoria. E a sabedoria nos faz governar as nossas emoções. E quando governamos as nossas emoções, nos tornamos senhores de nós mesmos.

Calar o amor não significa amordaçá-lo, nem alterar sua natureza… Significa apenas administrá-lo, de modo que ele permaneça livre, de modo que ele continue a produzir o bem, mas de maneira ordenada, sem que dê chances para as doidices da paixão… Porque esta sim, pode ser absolutamente desastrosa se não for domada a tempo.

Aprender a calar o amor, quando necessário, é permitir que as coisas aconteçam serenamente a seu tempo… É deixar a semente dormindo na terra, até que a primavera chegue trazendo o momento propício para que ela germine. E a primavera não vem ao nosso estalar de dedos… Tudo o que está destinado a ser duradouro não brota da noite para o dia e, somente a paciência é a nossa verdadeira aliada para a colheita dos frutos.

Aprender a calar o amor, é aprender a não sofrer quando as circunstâncias não nos são favoráveis… E, curiosamente, pode-se descobrir nesse processo, que o amor fala muito mais alto quando se cala.

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Pé no Freio

Pára, moça! Pensa!

Não vês adiante o sinal vermelho piscando?

Deixa falar alto a consciência,

A sensatez que continua te alertando.

 

Freia! Te segura!

Cala teu coração!

Esta vozinha traiçoeira,

Não deixe-a falar mais alto que a razão.

 

Pára! Pára! Respira!

Já não viveste suficientes decepções?

Não te deixes, outra vez, levar

Por este turbilhão de emoções.

 

Eu sei que dói,

Mas é melhor assim.

Pois evitarás a tristeza que corrói

E te protegerás, te protegerás, sim.

 

Recua, não avances.

Para que não te venha outra vez a dor

De ver teus sonhos frustrados

E desperdiçado teu amor.

 

Freia, freia teu coração com vontade.

Não reveles teus sentimentos.

Quem sabe assim, por ventura, em algum momento

Ainda tenhas chance de encontrar alguma felicidade…

 

Clara Maria Cristina Borges de Medeiros

Itaboraí, 26 de Janeiro de 2016

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Música Orgânica

Música é vida e é VIVA!

Você precisa sentí-la para que possa compreendê-la. A música tem o poder de atingir direto o coração e ela NASCE DO CORAÇÃO. Tanto, que cada batida que marca os tempos de cada compasso, é chamada pulso ou pulsação. Como as batidas do coração.

Você sabe que a música é boa quando ela te faz sentir vivo, quando sua batida está sincronizada com o pulsar do seu coração. Essa é uma experiência absolutamente peculiar e varia de pessoa para pessoa.

Eu acredito na música como o idioma das emoções, porque ela permite que você traduza pela harmonia dos sons o que você jamais conseguiria colocar em palavras. De alguma forma, a música facilita permitir que o coração fale mais alto. É puro afeto.

Até mesmo para tocar um instrumento, e aqui eu tomo o cello como exemplo, não apenas por ser o meu instrumento principal, mas também por sua própria anatomia. Você pode notar que o violoncelo é um dos instrumentos mais afetivos, considerando que, para tocá-lo, é preciso literalmente abraçá-lo, trazê-lo bem junto ao seu coração, para que ele possa soar.

A técnica é importante? Sim, mas às vezes é possível encontrar músicos extremamente preocupados em como tocar seus instrumentos com perfeição absoluta, que eles podem se esquecer completamente de como a música é viva. A música é extremamente orgânica, e por orgânica, eu quero dizer que ela precisa ter algumas imperfeições, porque, de outro modo, ela se torna estritamente mecânica e sem alma. Em outras palavras, quando a música é puramente técnica, perde a sua essência humana, o que faz com que ela seja exatamente o que é: MÚSICA!

A música muda tal como a humanidade muda, mas em um ponto, independente do que os acadêmicos digam sobre isso, ainda é uma linguagem universal, precisamente porque está profundamente ligada ao pulsar do coração.

E para provar isto, eu escolhi a canção abaixo e eu gostaria de convidá-lo, você que tomou tempo para ler este post, para fazer uma experiência. Por um breve momento, tente ignorar o seu gosto pessoal, feche os seus olhos e sinta a batida desta música. Ouça-a sentindo, e se puder, bata de leve, com os dedos, o ritmo percutido perto do seu coração. Então, após o término da música, pense sobre o que sentiu e como você se sentiu com ele

Então você perceberá o que é a música e o quão orgânica ela precisa ser, se quiser cumprir o seu propósito como arte.

 

Quando a Música Pulsa Forte

Quando a música pulsa forte,

É impossível distinguir o que é coração

Do que é marcação.

O som percorre corpo e alma

Enquanto o resto é mera distração.

 

Quando a música pulsa forte,

É difícil saber de onde vem o seu poder

Ou talvez, de tão sabida,

Sua origem seja fácil de perder.

 

E o que dizer quando acontece

Do poder da música fundir-se com o amor?

Mas, e se, talvez…

Ambos sejam tão somente a mesma coisa?

 

Porque música só é música

Se é germinada no coração

E, por amor, torna-se som

E com paixão transforma-se em canção!

 

Da mesma forma o amor,

Plantado no mesmo terreno,

E, de tão inefável,

Palavras não podem descrevê-lo

Então a música vem prontamente em seu auxílio

E lhe traduz a emoção.

 

 

 

Clara Maria Cristina Borges de Medeiros

Itaboraí, 12 de Janeiro de 2016.

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