Qual o Valor do Afeto?

Às vezes, não é pela pessoa que a gente se apaixona… é pela história do que poderíamos construir ao lado dela.

Ensinar é construir histórias. É empregar tempo e esforço em objetivos a longo prazo.

Para um artista, ensinar a sua arte, é permitir que quem aprende mergulhe em seu próprio universo. Para um artista apaixonado pelo seu ofício, ao permitir que alguém se aproxime tanto assim de sua obra, é como entregar-lhe o próprio coração.

E não… não é de modo algum agradável que alguém pegue o seu coração e o ofereça a outra pessoa. Não é nada agradável empregar tempo e esforço, de conhecimentos que levaram anos para serem adquiridos, em favor de alguém que logo esqueceu da essência da arte de seu tutor.

Arte sem paixão é só técnica, não tem alma. Ensinar sem doar-se é ensinar pela metade. Dividir seu mundo com alguém que não deseja fundir ambos universos é desperdiçar tempo e esforço que poderiam ser empregados de outra forma.

Não existe compartilhamento unilateral. Não existe profissionalismo em uma relação onde o fornecedor não recebe pelo serviço prestado, e o artista, o artista também paga contas.

E, a menos que se queira oferecer um bem imaterial tão precioso quanto a arte em si e todo o sentimento que ela carrega, aquele que deseja tão somente a técnica sem a paixão, deveria pagar pelo conhecimento adquirido.

Exceto se seu intento fosse o de realmente mergulhar e compartilhar da alma do artista. Mas como eu disse, não existe compartilhamento unilateral, muito menos se em jogo estão laços de afeto.

alma-de-artista

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