​Não Venha

Se a minha companhia não for o bastante pra você, não venha.

Se o meu riso e o meu olhar não te encantam, não venha. 

Se o meu jeito atrapalhado, tempestuoso, mas gentil de lidar com as minhas emoções não te confirmam o motivo de eu ser artista, não venha.

Se o meu coração puro e sincero, apesar de todas as dores e espinhos, não for bonito aos seus olhos, não venha.

Se não estiver disposto a varrer a solidão que mata pra longe, e trazer a companhia que cura e restaura, não venha.

Não venha, se não tiver a intenção de ficar.

Mas…

Se o seu coração está comigo, porque este é o seu desejo:

Pode entrar, a porta está aberta.
Clara Borges de Medeiros, 

Rio de Janeiro, 24 de Agosto de 2017.


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