Você É o Que Você Ouve

Conforme prometido a um amigo – e promessa é dívida – segue abaixo a tradução de um texto que publiquei sobre música há alguns anos: You Are What You Listen To

Recentemente eu postei um tweet pedindo sugestões de assuntos sobre os quais eu pudesse escrever aqui no meu blog, e um amigo me sugeriu escrever sobre algo que realmente me é muito familiar: MÚSICA. Ele me disse: “Por que você não escreve sobre os efeitos da música nas pessoas?” E desde então eu tenho pensado em procurar por algumas pesquisas científicas para embasar o meu post sobre a questão. Contudo, ainda que isso desse muito crédito a este post, eu pensei uma segunda vez e percebi que fugiria um pouco da essência desde blog, que é completamente voltado a profundas reflexões sobre os sentimentos. E o que é exatamente a música, além do idioma mais preciso das emoções e da alma? E por quê falar de algo tão poderoso como a música, baseada somente em estatísticas, gráficos e dados, quando ela é capaz de mudar não apenas humores, mas até mesmo comportamentos?

Então decidi esperar um pouquinho mais por um momento mais propício e, porquê não dizer, pela canção perfeita para acompanhar essa reflexão sobre o idioma universal dos sentimentos. Oh, os acadêmicos chegariam a me odiar por falar dessa maneira sobre a música, especialmente os linguistas! Como estudante de música, eu mesma ouvi diversas vezes sobre as divergências e restrições de referir-se à música como uma linguagem universal, mas, considerando que a música tem cerca de 12 funções a mais do que a própria linguagem, então, creio que podemos considerá-la uma linguagem ainda mais completa do que nossos códigos linguísticos, não? Bom, chega de pensamentos científicos. Como eu disse anteriormente, este blog e este post são do coração e não de fontes, gráficos, dados, estatísticas, e como o próprio título sugere, é sobre a Essência.

A música é o nosso jeito de dizer tudo o que não conseguimos colocar em palavras, é o meio que a alma tem de se expressar de uma maneira mais profunda, que nenhum código consegue traduzir. E seu poder é tão grande que ela pode mudar o estilo de vida de alguém e até mesmo o modo como as pessoas encaram a vida. Eu mesma pude ver isso inúmeras vezes. E, o que as pessoas normalmente fazem quando sentem-se tristes? Ouvem música para se sentirem melhores, ou, talvez, ouvem uma música ainda mais triste para derramar todo o coração pelas lágrimas. Independente de como seja, a música está lá de alguma forma.

Você é o que você ouve. A sequência de notas, o equilíbrio entre o som e o silêncio e o modo como esse equilíbrio constrói o ritmo diz muito de quem nós somos. Porque eles expressão o que não podemos dizer com palavras. Por esta razão eu costumo dizer que quando você não conseguir palavras que traduzam a sua alma, melhor tentar uma canção. Porque a música vai expor a nossa própria essência. A música vai gritar, ecoar, tudo o que estamos realmente sentindo e levará quem quer que nos cerque ao nosso mais profundo universo, ao nosso âmago. E é simplesmente maravilhoso, impressionante, como ela pode nos unir. Se fechar seus olhos, enquanto ouve essa música, busque no mais remoto cantinho do seu coração e pergunte-se: o que sente? Então, sinta plenamente, e tente perceber o que pode ter mudado em você.

Você deve estar se perguntando porque eu escolhi esta peça para escrever este post. Acho que eu jamais poderia encontrar melhor canção para ele, já que esta obra foi tirada de um belíssimo filme sobre uma história triste e real, sobre vida, sobre morte, sobre como lidar com o luto e olhar a vida através de um novo ângulo. Sobre construir essa nova visão através das palavras e da imaginação. E aqui, a construo através das palavras e através da música.

Música não é apenas uma combinação precisa de frequências ou a forma perfeita da beleza sonora. É muito mais profunda. Porque ela é tocante. Porque ela alcança muito além do que qualquer discurso, qualquer palavra ou imagem poderia jamais alcançar. É o traço, o laço que nos mantém unidos ao Divino, ao Universo, à Perfeição de Deus. E por esse motivo devemos ser cautelosos com o que damos de alimento à nossa alma. Porque a música é realmente poderosa.

Apenas feche seus olhos e ouça. Mas ouça com seu coração, não apenas com seus ouvidos.

 

 

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