Devaneios

Ideias soltas…
Pensamentos fugidios…
Acordes chorados
Num melancólico desafio…

E eu que comecei a sonhar
Quando já não podia mais te ter;
E só comecei a te amar
No instante em que comecei a te perder…

E assim me deixo ficar,
Perdida em desalentos
De tristes devaneios,
De sonhos que não ouso realizar.

E deixo assim escapar
Teus olhos melancólicos,
Que um dia encontraram os meus;
E esse amor, que de sopetão,
Se atreveu a me arrebatar nos braços teus…

E o que se fará desses sonhos,
Que tão prematuramente desfalecem,
Que nas sombras da ira,
Tão cedo desvanecem,
E se consomem
Sem sequer chegar a ver a luz do dia?

E fico eu só,
Com a minha alma poetisa,
Com meu coração
Que só encontra liberdade na fantasia
De amores que jamais se realizarão.

Clara Maria Cristina Borges de Medeiros.
Itaboraí, 30 de Maio de 2012.

P/MN

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