O Mar e a Rocha

Eu sou o mar…
Sublime e encantador,
Com o som das minhas ondas faço trovas de amor
Para o coração dos apaixonados acalentar…

Ele é a rocha.
Seu coração é firme e constante,
O vento não o abala nem por um instante
E o sol o ilumina como uma tocha.

Eu, o mar,
Sou inconstante, imprevisível,
Impetuoso e inesquecível…
Guardo comigo um sonho que parece impossível.

Ele, a rocha,
Tão forte e consistente,
Mostra-me uma fé permanente
No Criador, cujos planos não podem falhar.

Eu, o mar,
Tão comovente e fascinante,
Amo à rocha que é firme e constante
Com um amor terno e incansável.

Ele, a rocha,
Abriga as flores do meu jardim submerso,
A vida que de mim brota em cada verso
Sob a fortaleza do seu coração impenetrável.

Pode, acaso, o mar e a rocha se amarem?
O Criador é o único que pode responder…
Pois, ainda que as vagas do mar
Choquem-se contra a rocha com grande estrondo,
E esta lhe resista com sua firmeza de pedra,
Nas profundezas do Espírito a harmonia é de um sonho
E esta união é algo que homem algum pode compreender.

Clara Maria Cristina Borges de Medeiros
Itaboraí, 06 de Janeiro de 2003.

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