Amor de Ilusão

Amor de Ilusão

Ai, que desgraça a minha!
Que me apaixonei por uma ilusão!
Sonho que murcha…
Desbota…
Definha…
E se perde na estrada escura da solidão.

Ai, que desgraça a minha!
Que não consigo me livrar da tua voz!
Que me enleva…
Me encanta…
Me cativa…
E flui como um rio corre para a foz…

Ai que felicidade desdita!
Que desgraça venturosa!
Que te amar me faz bendita,
Ainda que esta espera 
Seja por demais penosa…

Ai de mim, que por ti anelo…
Ilusão minha, que com amor desvelo…
Não fosse tua voz a tocar meu coração,
Jamais ousaria eu
Julgar real tal suposição…

Culpa tua,
Se hoje me lamento por amar-te!
Jamais pedi que me notasses!
Tampouco sequer sonhei
Que algum dia ousarias responder-me…

Mas tu o fizeste.

E agora? O que eu faço?!
Seguir adiante não posso, 
Não com esta dúvida a pairar em meu coração.
Mas também não posso esperar que me batas à porta!

Ai, que desgraça a minha!
Que me apaixonei por uma ilusão!
Desgraça venturosa, felicidade desdita,
Que descobri que me notaste
Nos versos de uma canção.

Clara Maria Cristina Borges de Medeiros
Itaboraí, 20 de Maio de 2010.

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