AS CORES DA ALMA

As Cores da Alma

A folha em branco começa a criar vida
Quando cores sem forma misturam-se numa brincadeira sem fim.
Meu coração é o metrônomo da minha melodia;
A música é a vida da arte que brota em mim.

Meu coração é um universo sem tamanho,
Onde há montanhas, vales, mares e um jardim.
Há castelos, florestas, fontes e regatos
Que pintam paisagens na arte que brota em mim.

Cada cor e cada traço
Demonstra um pensamento, um sentimento ou coisa assim.
Pintam da minha alma um retrato, mostram um pedaço,
Um pedacinho da arte que brota em mim.

O meu céu é azul de estrelas mil,
Minhas campinas, verdes, salpicadas de rosas e jasmins.
O meu mar possui serenidade anil
Com peixes multicores, pintados pela arte que brota em mim.

O meu amanhecer é dourado, laranja e amarelo.
Meus pássaros são exuberantes, brilhantes, a alegria do meu jardim.
Minhas fontes e regatos possuem murmúrio belo;
Cristalino como a arte que brota em mim.

No universo do meu coração,
As cores estão em harmonia de orquestra;
Do Eterno vem, da minh’alma a inspiração,
Foi Ele quem criou tamanha festa!

As cores da alma, aquarela minha,
Dão vida à folha branca assim;
Meu coração é o metrônomo da minha melodia
E a música é a vida da arte que brota em mim.

Clara Maria Cristina Borges
Itaboraí, 13 de Janeiro de 2003
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